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Implantodontia

Implante dentário: como funciona e quais são as etapas

Por Dra. Cláudia Capanema · CRO-MG 58315

Implante dentário é um pino, quase sempre de titânio, colocado dentro do osso da maxila ou da mandíbula para fazer o papel da raiz de um dente perdido. Ele não é o dente: é o alicerce. O dente que aparece no sorriso é a prótese que vem depois, apoiada nesse pino.

Essa distinção importa porque quase tudo que dá errado num implante tem a ver com o alicerce, não com a parte visível.

As etapas, na ordem

1. Avaliação e planejamento. Exame clínico, radiografias e, na maioria dos casos, uma tomografia. É aqui que se mede quanto osso existe no local, onde passam as estruturas que não podem ser tocadas e se a gengiva está saudável o bastante. O planejamento define quantos implantes serão usados, em que posição, e qual prótese vai em cima.

2. Preparo, quando necessário. Nem toda boca chega pronta para o implante. Gengiva inflamada precisa ser tratada antes. Osso insuficiente pode exigir enxerto. Pular essa fase é a forma mais comum de encurtar a vida útil do tratamento.

3. Cirurgia de instalação. Feita com anestesia local, em consultório. O implante é posicionado no osso e a gengiva é suturada por cima ou ao redor dele, conforme o caso.

4. Osseointegração. É o período em que o osso cresce em contato direto com a superfície do implante e o trava no lugar. Não é cicatrização de ferida, é integração de tecido ósseo, e é o que dá firmeza ao conjunto. O tempo varia de pessoa para pessoa e conforme a região da boca.

5. A prótese. Com o implante integrado, entra a parte que se vê: uma coroa unitária, uma prótese fixa de vários dentes ou uma prótese apoiada em vários implantes. A escolha é definida no planejamento, não no fim.

O que mais pesa no resultado

Alguns fatores aparecem de forma consistente: a saúde da gengiva antes e depois, a quantidade e a qualidade do osso disponível, o tabagismo, doenças sistêmicas descompensadas como o diabetes, e a higiene diária depois que a prótese está instalada.

Implante não cria cárie, mas o tecido em volta dele adoece. Quando a gengiva ao redor inflama e a inflamação avança para o osso, o implante perde suporte. Por isso a manutenção periódica faz parte do tratamento, não é opcional.

Quando o implante entra em discussão

De forma geral, quando falta um ou mais dentes e a intenção é repor sem desgastar os vizinhos, ou quando uma prótese removível já não fica firme o suficiente para mastigar com conforto.

Cada boca tem uma combinação diferente de osso, gengiva e mordida. A indicação só se fecha depois de uma avaliação presencial com exame de imagem.

Quer saber qual solução se aplica ao seu caso?

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